sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

CONTRA A MÍDIA DE PENSAMENTO ÚNICO

Reproduzo aqui texto de MINO CARTA, publicado em seu blog. Mino analisa a tendência de PENSAMENTO ÚNICO da mída tupiniquim, em nível nacional ou municipal a história é quase sempre a mesma.

Respondo a vários navegantes dispostos a discutir o tema jornalismo. Em tese, ideal é ler diversas publicações para formar opinião própria. No Brasil, pura teoria. A mídia é a do pensamento único. O golpe de 1964 teve o incentivo, antes, o apoio depois, da mídia em peso. Collor foi eleito pela mídia, com destaque para Veja, que inventou o slogan: caçador de marajás. Fernando Henrique teve o suporte maciço da mídia na eleição e na reeleição porque o risco comum para os senhores midiáticos, rosto explícito do poder nativo, chamava-se Lula. A operação não funcionou em 2002, quando o apoio foi para Serra, e em 2006, quando foi para Alckmin. Sempre contra o metalúrgico, o grande espantalho. Claro que aqui e ali há articulistas e colunistas que às vezes discrepam da linha dos jornalões. São, porém, exceções. Claro, também, que na eleição e na reeleição de Lula surgiram todas as condições para verificar que a mídia não atinge o povão. Mas os barões das comunicações não se importam com isso. E em 2010? Aposto que se o ex-metalúrgico tiver candidato, ao que tudo indica terá, a mídia nativa atirará contra ele, a favor do tucano da vez. Ao pensamento único poucos escapam. Em outros países, e não somente europeus, as coisas não se dão da mesma maneira. Existem vozes contrastantes, publicações de todos os tipos e matizes que puxam brasa para as mais variadas sardinhas. Não acontece somente na Europa e, em parte, nos Estados Unidos, onde, aliás, a imprensa passa por uma grave crise. A mídia argentina é melhor que a nossa, ao menos porque ali não vigora o pensamento único.
MINO CARTA dirigiu as equipes criadoras do Jornal da Tarde e das revistas Quatro Rodas, Veja, IstoÉ e CartaCapital, da qual é diretor de redação.

Um comentário:

  1. Acho que o mais terrivél é a degradação do caracter profissional.
    Hoje infelismente , isso faz parte dos costumes.

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